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INFORMAÇÕES ÚTEIS

COMO PREVENIR OS PRINCIPAIS TIPOS DE CÂNCER

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CÂNCER DE MAMA

O que causa o câncer de mama?
Embora não se conheça a causa, ou causas, do câncer da mama,alguns fatores aumentam o risco do seu desenvolvimento nas mulheres: primeira menstruação muito cedo, nuliparidade (nunca ter tido filho), primeira gravidez após os 30 anos, hábitos de vida (álcool, sedentarismo), histórico de câncer de mama em familiares de primeiro grau (mãe, irmã e filha), menopausa muito tarde e terapia de reposição hormonal combinada por um longo período.


Quais são os sinais da doença?
Os principais sinais são nódulos (caroços) nas mamas e na região das axilas,  alterações na forma, tamanho e pele das mamas,  e secreção pelo mamilo.


O câncer de mama tem cura?
Sim. Quanto mais cedo o câncer for diagnosticado e tratado, mais chances há de cura. Por isso é importante o diagnóstico precoce.


O autoexame é suficiente para detectar o câncer?
Não, mas observar e apalpar as mamas é importante. Caso você note alguma alteração, procure imediatamente o seu médico.


Como é feito o diagnóstico da doença?
A suspeita do desenvolvimento do câncer pode partir do exame clínico e da mamografia. A mamografia é  um exame de Raio-X das mamas comprimidas. Nela é possível suspeitar o câncer antes mesmo dele se tornar palpável.  A ultra-sonografia serve como exame complementar. A confirmação do diagnóstico requer o exame histopatológico de fragmentos de tecido, obtidos pela biópsia do local suspeito.


Com que frequência devem ser feitos os exames de rotina?
Nas mulheres sem risco aumentado, a mamografia deve ser feita a cada 2 anos a partir dos 50 anos, e daí em diante até 74 anos de idade.

 

CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

O colo é a parte inferior do útero, localizada no fundo da vagina. O câncer de colo do útero pode demorar alguns anos para se desenvolver e, no geral, não apresenta sintomas durante as fases iniciais.

Com que frequência deve ser feito o exame preventivo?
Todas as mulheres devem fazer o exame de Papanicolaou a partir dos 21 anos de idade, e repetir após um ano. Caso não haja alterações nos  dois resultados, o teste deverá  ser feito a cada três anos. Se houver alguma alteração, você deverá ser encaminhada para a realização de outro exame mais detalhado e, caso necessário, receber o tratamento.


Quais são as principais causas deste tipo de câncer?
A principal causa do câncer de colo do útero é a infecção por certos tipos de Papiloma Vírus Humano, conhecido por HPV. Este vírus é encontrado em mais de 90% dos casos de câncer de colo uterino. A chance de infecção aumenta com o número de parceiros. O início da atividade sexual muito cedo e o tabagismo estão associados a maior risco de desenvolvimento desse câncer.

 

Quais são os sintomas da doença?
Nos estágios iniciais, geralmente o câncer de colo do útero não apresenta sintomas. Quando a doença já está mais avançada pode ocorrer sangramento vaginal fora do período da menstruação e/ou após relações sexuais, dor na região pélvica, secreção vaginal.


O câncer de colo do útero tem cura?
Sim. Quanto mais cedo o câncer for diagnosticado e tratado, mais chances há de cura. Por isso, é importante realizar os exames preventivos.


Como evitar o câncer de colo do útero?
Além de evitar os fatores que favorecem a infecção pelo HPV, ou aumentam o risco desse câncer, toda mulher deve fazer o exame de Papanicolaou periodicamente. Antes do desenvolvimento de câncer, as alterações são detectadas pelo Papanicolaou. Se houver alguma, você será encaminhada para a realização de outro exame mais detalhado e, caso necessário, receber o devido tratamento.


O que é o Papanicolaou?
O Papanicolaou é um exame simples, rápido e que não dói. Com uma espátula e uma escovinha,  é coletada a secreção do colo do útero. Esse material permite identificar  as alterações suspeitas.

 

CÂNCER DE PELE

O que causa o câncer de pele?
Tomar sol é importante para a produção da vitamina D no organismo, substância com grande papel  na distribuição do Cálcio no corpo.  Porém, a exposição prolongada ao sol, e sem proteção adequada, causa envelhecimento precoce da pele e contribui para o surgimento do câncer.


Quais são os sinais da doença?
Os principais sintomas são o crescimento de nódulos (caroços), verrugas e manchas, feridas que não cicatrizam e,  especialmente, pintas que crescem, com forma e bordas irregulares e mais de uma cor. Às vezes podem causar coceira, dor ou sangramento.


Como se prevenir?
• Evite exposição prolongada ao sol, principalmente entre as 10h e 16h.
• Ao se expor, use filtro solar com fator de proteção 15 (no mínimo) e lembre-se de passar novamente o protetor a cada 2 horas.
• Use  óculos escuros, chapéus ou bonés com abas largas e guardassol.
• Procure um dermatologista se notar alguma alteração na pele.

O câncer de pele tem cura?
Sim. Quanto mais cedo ele for detectado, maiores são as chances de cura. Por isso é importante reconhecer os principais sinais da doença.


Como é feito o diagnóstico?
As lesões na pele que caracterizam o câncer são visíveis a olho nu e podem ser corretamente detectadas por um médico.  A confirmação do diagnóstico requer o exame histopatológico de fragmentos de tecido, obtidos pela biópsia do local suspeito. O tratamento mais frequente para a doença é a cirurgia. Porém, a quimioterapia e a radioterapia também podem ser usadas em situações específicas para cada tipo e estágio do câncer.

Procure um dermatologista se perceber alterações como:

Assimetria: uma metade não se parece com a outra metade

Borda irregular: borda recortada ou com fraca definição

Cor variada: de uma área para outra, com sombras de marrom, preto, e às vezes branco, vermelho ou azul

Diâmetro: mais largo que 6mm (diâmetro da parte de trás de um lápis)

 

CÂNCER DE PRÓSTATA

Próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que contribui para a produção e armazenamento do sêmen. O câncer na próstata é o tipo de tumor mais comum em homens com mais de 50 anos.

 

Quais são as principais causas deste tipo de câncer?
Não há uma causa específica para a doença, mas alguns fatores aumentam o risco do seu desenvolvimento: histórico de câncer de próstata em familiares de primeiro grau (pai e irmãos), cor negra e principalmente idade. 


Quais são os sintomas?
O câncer de próstata  pode não causar sintomas no começo do seu desenvolvimento. À medida que vai crescendo na próstata, passa a causar dificuldade para urinar, sangramentos e infecções urinárias. Em uma fase mais avançada, o paciente pode sentir dor óssea, ou ter insuficiência renal.


Câncer de próstata provoca impotência?
Os riscos de que a função erétil e/ou a continência urinária sejam prejudicadas não são desprezíveis, variando com o tipo de tratamento. 


O câncer de próstata tem cura?
Sim.  Geralmente, quanto mais próximo do inicio do seu desenvolvimento um câncer é tratado, maior a chance da sua cura. No entanto, não é incomum o câncer de próstata ter crescimento extremamente lento, sem causar sintomas, e o paciente morrer por outra causa. Muitas vezes não é possível prever a evolução clínica de pacientes com essa neoplasia, particularmente daqueles em fases iniciais da doença. Como o câncer de próstata aumenta exponencialmente com a idade, existe chance elevada de se encontrar este câncer em homens assintomáticos com mais de 60 anos, cuja maioria não morrerá pela neoplasia. Frequentemente esses casos são detectados por meio de exames de rastreamento (toque retal e dosagem de PSA - Antígeno Prostático Específico no sangue).  Em virtude deste fato, e de possíveis prejuízos decorrentes do tratamento, a recomendação desses exames como rastreamento tem sido questionada. Você pode conversar com o seu médico para decidir se realiza, ou não, os testes para a detecção precoce.

 
Como é feito o diagnóstico?
Inicialmente costuma-se realizar o exame de toque retal e a dosagem de PSA no sangue. Caso haja alguma anormalidade, são realizados exames complementares ( ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética, por exemplo) para uma melhor investigação. A confirmação do diagnóstico requer o exame histopatológico de fragmentos de tecido, obtidos através de biópsia da próstata.


Como é o tratamento?
O tratamento dependerá do estágio da doença e das características do paciente, podendo envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia e  hormonioterapia.

 

CÂNCER DE CÓLON E RETO (COLORRETAL)

O câncer colorretal está entre as três neoplasias de maior incidência em nosso meio, e pode afetar qualquer segmento do intestino grosso e do reto.


Quais são as principais causas deste tipo de câncer?
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento desses tumores são idade acima de 50 anos e história familiar de câncer colorretal em parentes de primeiro grau. Existem algumas condições hereditárias que conferem ao portador um risco importante de desenvolver este câncer, como a Polipose Adenomatosa Familiar e o Câncer Colorretal Hereditário sem Polipose. Indivíduos com doença inflamatória do intestino, como a Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn, têm risco bem maior de câncer colorretal. Tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, ingestão de carne vermelha processada e sedentarismo também são fatores de risco para essa neoplasia. Dieta com alto conteúdo de gordura e carne, e baixo teor de fibras e cálcio, possivelmente aumenta o risco de câncer colorretal.


Quais são os sintomas?
Os tumores em estágios iniciais podem não causar sintomas. Em indivíduos acima de 50 anos, com anemia sem causa conhecida, há possibilidade de que seja  por sangramento de câncer colorretal. Esses pacientes devem ser investigados com colonoscopia ou retossigmoidoscopia.
Alguns sintomas podem ocorrer principalmente em estádios mais avançados da doença, como dores abdominais, alterações no hábito intestinal habitual (para mais constipação ou mais diarreia), a percepção de uma massa abdominal, náuseas, vômitos, perda de peso, fraqueza e tenesmo (termo usado para caracterizar uma sensação constante de vontade de evacuar).


O câncer colorretal tem cura?
Na maioria das vezes em que é diagnosticado no seu começo,  ainda restrito ao intestino,  esse câncer é curável com terapia apropriada, que envolve obrigatoriamente cirurgia, e em alguns casos quimioterapia.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito, na maioria das vezes, através de uma colonoscopia, que tem o intuito  não só de diagnosticar o tumor, mas também de possibilitar a realização de biópsias para o exame histopatológico, que permite  a confirmação do diagnóstico.

Como é o tratamento?
O tratamento depende do estádio em que a doença se encontra ao diagnóstico. Se restrita ao intestino, inicia-se com a cirurgia (ressecção do segmento de intestino acometido). A quimioterapia complementar (dita adjuvante) é indicada após a cirurgia em casos específicos. Se a doença é diagnosticada já em estádios mais avançados (na presença de metástases), pode-se  introduzir a quimioterapia antes da ressecção do tumor do intestino.

 

CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO

O que é o câncer de cabeça e pescoço?
Este termo na grande maioria dos casos se refere aos tumores conhecidos como carcinomas epidermóides, que se originam nas vias aéreas e digestivas superiores, incluindo os tumores da boca, faringe ("garganta") e laringe, que são os mais comuns.

 

Quais são as principais causas deste tipo de câncer?
O tabagismo e o consumo excessivo de álcool constituem os fatores de risco mais comuns e importantes para o câncer de cabeça e pescoço. Alguns casos de câncer de orofaringe estão associados à infecção por certos tipos de papilomavírus humano (HPV).


Quais são os sintomas?
Podem se apresentar na forma de feridas (úlceras), dolorosas, que gradativamente podem aumentar e sangrar, além de dor ao engolir, rouquidão, aumento de gânglios linfáticos ("ínguas") no pescoço e dificuldade para respirar nos casos mais avançados.

 
O câncer de cabeça e pescoço tem cura?
Sim, nos casos iniciais estes tumores são curáveis.

 

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através de exame clínico pelo médico ou pelo dentista, que precisa ser confirmado por biópsia. Tomografia computadorizada e exames endoscópicos são também solicitados.


Como é o tratamento?
O tratamento pode envolver profissionais médicos de diferentes especialidades, como o cirurgião, o radioterapeuta, o oncologista e o otorrinolaringologista, além do apoio de profissionais de outras áreas, como o dentista, o fonoaudiólogo, o nutricionista, o enfermeiro e o assistente social.

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